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Mulheres da dramaturgia brasileira ganham palco em ciclo de leituras em São Paulo

No mês em que se celebra a luta pelos direitos das mulheres, o Sesc Centro de Pesquisa e Formação (CPF), em São Paulo, inicia o ciclo “Dramaturgas Contemporâneas – Leituras Dramáticas”, projeto dedicado à valorização da dramaturgia escrita por mulheres no Brasil. A iniciativa reúne autoras, pesquisadoras e intérpretes em encontros mensais que combinam leitura cênica, reflexão crítica e diálogo com o público.

Realizado entre março e junho de 2026, sempre às quartas-feiras, às 19h, o ciclo apresenta quatro leituras dramáticas de textos assinados por dramaturgas brasileiras em plena atividade. A proposta é ampliar o espaço de circulação da dramaturgia contemporânea escrita por mulheres e estimular o debate sobre temas, linguagens e perspectivas presentes na produção teatral atual.

Com curadoria e direção da atriz e diretora Vanessa Bruno, o projeto reúne majoritariamente mulheres em diferentes funções da cena — da escrita à mediação crítica, passando pela interpretação e reflexão artística. A cada encontro, uma especialista apresenta a dramaturga convidada e contextualiza sua trajetória. Em seguida, acontece a leitura dramática de uma obra, acompanhada de uma conversa com a autora sobre seu processo de criação e um debate com o público.

Nesta edição participam as dramaturgas Silvia Gomez, Luh Maza, Dione Carlos e Michelle Ferreira, nomes importantes da dramaturgia brasileira contemporânea, com obras reconhecidas no teatro e também no audiovisual.

Mais do que apresentar textos, o ciclo propõe um espaço de encontro e escuta, aproximando artistas, pesquisadores, jornalistas culturais e espectadores interessados na cena teatral contemporânea. A iniciativa busca fortalecer a presença feminina na dramaturgia e ampliar o repertório crítico sobre a produção teatral brasileira.

Serviço

Dramaturgas Contemporâneas – Ciclo de Leituras Dramáticas
📍 Sesc Centro de Pesquisa e Formação (CPF) – São Paulo
Rua Dr. Plínio Barreto, 285, 4º andar – Bela Vista

📅 25/3, 15/4, 13/5 e 17/6
🕖 Quartas-feiras, 19h
🎟 Gratuito (inscrições online)
🔞 Recomendação etária: 16 anos

Programação – DRAMATURGAS CONTEMPORÂNEAS

🔸 25 de março
Marici Salomão apresenta Silvia Gomez
Leitura de Neste Mundo Louco, Nesta Noite Brilhante
Com Débora Gomes, Michelle Boesche e Carol Marques da Costa

Sinopse
Enquanto aviões decolam e aterrissam em várias partes do mundo, a rotina da Vigia do km 23 daquela rodovia brasileira é alterada pela presença de uma garota que delira, largada no asfalto após ser violentada nesta noite cheia de estrelas.

🔸 15 de abril
Malu Barsanelli apresenta Luh Maza
Leitura de No Meio do Caminho
Com Mawusi Tulani e Wallie Ruy

Sinopse
Durante a madrugada, um velho ônibus com destino à Terra Nova freia bruscamente, despertando as duas únicas passageiras, estranhas sentadas lado a lado. Confinadas e sozinhas, elas se deparam com o corpo de um homem na estrada e o desaparecimento do motorista. Entre o suspense e o medo, mergulham em suposições sobre o que pode ter acontecido enquanto dormiam. A morte do lado de fora expõe frustrações, desejos e memórias, sob o signo da lua e do tempo suspenso. Com o veículo parado, a viagem segue para dentro: um confronto íntimo sobre ser mulher, mãe e filha.

🔸 13 de maio
Paula Autran apresenta Dione Carlos
Leitura de Bonita
Com Alexandre Rodrigues, Lilian Regina e Monalisa Silva

Sinopse
Bonita perfaz um imaginário poético e ficcional sobre a relação de Maria Bonita, Lampião e o cangaço, tendo como proposta pensar a enunciação desses personagens por meio de imaginários fabulantes, que tensionam a dicotomia entre bem e mal sobre essas figuras históricas e inventam um tempo-espaço que desvela memórias culturais coletivas de um Brasil que se constrói a partir do sertão.

🔸 17 de junho
Vana Medeiros apresenta Michelle Ferreira
Leitura de Têm Alguém Que Nos Odeia
Com Anna Cecília Junqueira, Antoniela Canto e Carol Marques da Costa

Sinopse
A relação privada e amorosa de duas mulheres, Maria, brasileira, e Cate, estrangeira, que decidem morar juntas em São Paulo. Dentro do antigo e decadente apartamento — herdado por Maria —, elas vivem em conflito. Em meio a esse ambiente turbulento, a violência e o horror batem à sua porta, invadindo o seu lar. Elas, então, se veem obrigadas a enfrentar agressões físicas e psicológicas de algum homofóbico do prédio.

Autoras

Silvia Gomez atua como dramaturga, roteirista e jornalista. Autora de peças como O céu cinco minutos antes da tempestade, Mantenha fora do alcance do bebê e Lady Tempestade. Suas peças foram traduzidas para o alemão, espanhol, francês, inglês, italiano, mandarim e sueco, tendo sido encenadas e lidas em países como Argentina, Bolívia, Colômbia, Escócia, Espanha, Inglaterra, México e Portugal. Desde 2017, dá aulas de dramaturgia, passando por instituições como CPT, Núcleo de Dramaturgia SESI-SP, PUC Minas e Célia Helena.

Luh Maza é diretora, roteirista e atriz. Parte de sua dramaturgia foi publicada na Coleção Primeiras Obras (Imprensa Oficial), indicada ao Prêmio Jabuti de Literatura. Publicou também Teatro (Chiado Editora) e Dramaturgia Negra (Funarte). É tradutora de Kiwi (Editora Benfazeja). Entre os espetáculos mais recentes que escreveu e/ou dirigiu estão Carne Viva (SESC 24 de Maio), Divina Valéria 80 (SESC Pompeia) e Kiwi (SESC Santo Amaro). No audiovisual, foi roteirista das séries Sessão de Terapia (Globoplay), Os Quatro da Candelária (Netflix) e Da Ponte Pra Lá (HBO Max), da qual também foi diretora.

Dione Carlos é dramaturga, roteirista, atriz e curadora. Escreveu dezenas de peças encenadas no Brasil e no exterior por grupos como Cia Capulanas de Arte Negra, Cia Livre, Coletivo Legítima Defesa e Companhia de Teatro Heliópolis. Foi selecionada para participar do Black Women Theatre Makers, realizado pela PlayCo, de Nova Iorque, EUA. Representou o Brasil no Dia Internacional da Língua Portuguesa, na Grécia. É roteirista do documentário Elza Infinita, ganhador do prêmio de melhor documentário no Festival Internacional de Nova Iorque. Agraciada com os Prêmios Shell e APCA 2022, na categoria Dramaturgia.

Michelle Ferreira é atriz, diretora, roteirista e dramaturga, com treze peças encenadas por nomes como Hugo Possolo, José Roberto Jardim, Nelson Baskerville, Eric Lenate, Maria Maya, Mario Bortolotto, Isabel Teixeira, Marco Antônio Rodrigues e Bruno Guida. Formada pela EAD-USP, cursou Ciências Sociais (USP) e integrou por oito anos o Núcleo de Dramaturgia do Centro de Pesquisa Teatral, sob coordenação de Antunes Filho. Duas vezes finalista do Prêmio Luso-Brasileiro de Dramaturgia, com Reality Final (2009) e Tem alguém que nos odeia (2011). Fundadora da A Má Companhia Provoca. Escreveu e dirigiu Os adultos estão na sala, indicada ao Prêmio Shell em 2013; Uísque e Vergonha, indicada ao Prêmio Bibi Ferreira de melhor autora em 2019; e A última entrevista de Marília Gabriela, Prêmio Bibi Ferreira de Melhor Dramaturgia em 2025. Atualmente, está indicada ao Prêmio APCA e ao Prêmio Shell pelo texto Valência = 2 homens + 1 cooler e escreve a temporada 2 da série Tremembé (Prime Video).

Intérpretes

Michelle Boesche é atriz, pesquisadora, professora de atuação e preparadora de elenco. Atriz indicada ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo em 2013. Foi atriz e assistente de direção de Antunes Filho no CPT durante seis anos. Entre Rio e SP, atuou em mais de vinte espetáculos teatrais, sendo os mais recentes O Rio Lear e Sueño, ambos de Newton Moreno, pela Heróica Companhia Cênica, da qual é uma das fundadoras, e The Money Shot, de Neil Labute, com direção de Eric Lenate. No cinema, fez parte do elenco do longa El Mate, de Bruno Kott, e, na TV, participou das séries 13 dias longe do sol, Verdades Secretas 2 e João Sem Deus, todas disponíveis na Globoplay.

Débora Gomez formou-se em teatro pela PUC Minas. No teatro, foi premiada como Melhor Atriz pelo espetáculo O menino que virou história (Prêmio Simparc-MG) e, em São Paulo, fez parte dos espetáculos A menina que entra em livros (direção de Juliano Barone), A Serpente (direção de Yara de Novaes), La mamma (direção de Carlos Arthur Thirré), Decifra-te ou me devora (direção de Elias Andreato), Não sou bistrô (direção de Léo Stefaninni) e Cordel do Amor sem Fim (direção de Daniel Alvim). No cinema, ganhou o prêmio de melhor atriz pelo longa-metragem Fronteira (Prêmio Araucária de Ouro – Festival de Curitiba). Atualmente, faz a série O Picapau Amarelo, no papel de Emília.

Carol Marques da Costa é atriz, diretora e roteirista, com principal formação no Centro de Pesquisa Teatral – CPT, dirigido por Antunes Filho. Integrou também o Núcleo de Dramaturgia – SESI-British Council. No teatro, atuou em Não Te Pareço Vivo?, baseada em Electra, de Sófocles, e 45 GRAUS, a partir de A Dócil, de Dostoiévski, ambas dirigidas por Marcos de Andrade, com o Màli Teatro, grupo do qual é cofundadora. Atuou também em Brincar de Pensar: contos da Clarice Lispector no palco para pessoas grandes ou pequenas e Cartas para Agnès Varda, com direção de Vanessa Bruno. Protagonizou o longa O Porão da Rua do Grito, dirigido por Sabrina Greve, que teve estreia na 46ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Wallie Ruy é graduada em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto e com especialização na Universidade Antropófoga; integrante do Teatro Oficina Uzyna Uzona, de SP. Atriz-Atroz-Atuadora-Artivista, idealizadora do espetáculo teatral Wonder!! Vem pra Barra Pesada, prêmio Suzy Capó no Festival Mix Brasil 2020 e indicação ao Prêmio Shell de Teatro 2023. Escreve e dirige o espetáculo Próteses de Proteção: O Myto da Travesti contra o Carro-Falo e Heliogabálo – Uma Tragédia Brasileira. Na TV, atuou em Aruanas (Globoplay), Me Chama de Bruna (Star+) e Tô Ryca! 2 (Globo Filmes). Protagonizou o filme Marie, agraciado com vários prêmios, entre eles o especial do júri no Festival de Cinema de Gramado, em 2019.

Mawusi Tulani é atriz, diretora e produtora cultural, formada pela Escola de Artes Dramáticas (ECA/USP) e em Teatro pela UFBA. Ganhadora do prêmio de Melhor Atriz Novos Rumos pelo Festival Internacional do RJ com o filme Criadas, de Carol Rodrigues. Fundadora e artista do Coletivo Peles Pretas, Máscaras Pretas. Entre espetáculos em que atuou estão: O Território do Samba (direção de Cristiano Tomiossi), Ocupação Decameron (com Parlapatões), Agropeça (com Teatro da Vertigem – Prêmio Shell de Melhor Direção e Melhor Cenário), Help (direção Sidney Santiago), Stelas Pretas – Claridade e Luz (direção Georgette Fadel) e Em legítima defesa (direção Eugênio Lima), na Mostra Internacional de Teatro – MIT.

Alexandre Rodrigues é ator. Seu maior sucesso foi a interpretação de Buscapé, protagonista do filme Cidade de Deus, papel que o projetou para todo o Brasil. Participou também dos filmes Palace II, Cafundó, Memórias da Chibata, Proibido Proibir e Garibaldi in America. Na televisão, integrou o elenco do seriado Brava Gente, Cidade dos Homens, Cabocla, Sinhá Moça, Antônia, Paraíso, Amor Eterno Amor, Joia Rara, Totalmente Demais e O Outro Lado do Paraíso, todos da Rede Globo, além de Aruanas (Globoplay) e Tempo Final (RTP1/Argentina). Atualmente, protagoniza a série Cidade de Deus.

Lilian Regina é atriz premiada como Melhor Atriz Coadjuvante no Athens Marathon International Film Festival (Grécia) pelo curta O Céu de Agosto, dirigido por Jasmin Tenucci, obra com menção honrosa em Cannes. Formada pela EAD/ECA/USP, desenvolve pesquisa em palhaçaria e comicidade, tendo estudado com Cristiane Paoli Quito, Cida Almeida e Dagoberto Feliz. No teatro, idealizou Silva (Coletivo Os Incendiários), dirigido por Georgette Fadel e Nilceia Vicente, e integrou montagens dirigidas por Elias Andreato e Thais Medeiros. Integra o elenco do espetáculo Os Coloridos, da companhia Os Crespos, direção de Lucelia Sergio.

Monalisa Silva é atriz, dramaturga e roteirista formada pela Escola de Arte Dramática (ECA/USP). Atuou nos longas O Pai da Rita, de Joel Zito Araújo, e Por Um Fio, de David Schurmann, e na 2ª temporada de A Caverna de Petra. É atriz e dramaturga do solo TDezesseis, dirigido por Tarina Quelho e codirigido por Castiel Vitorino Brasileiro. No teatro, participou de espetáculos como Estratagemas Desesperados, de Amanda Lyra e Juuar; Serra Pelada, de Alexandre Dal Farra; e Tutankáton, de Mika Lins.

Anna Cecília Junqueira é atriz, performer, produtora, empresária e instrutora de yoga. Formada pelo Célia-Helena e pela Cásper Líbero, fundou a companhia AKK com o diretor Nelson Baskerville. Integrou o CPT de Antunes Filho, no qual atuou em Prêt-à-Porter – Coletânea, e atua há quase 20 anos no Grupo Tapa, onde foi indicada a Melhor Atriz pelo Prêmio Bibi Ferreira em Tio Vânia e a Melhor Atriz Coadjuvante pelo Observatório do Teatro em Jardim das Cerejeiras. Também já foi dirigida por Eric Lenate, Marcelo Rubens Paiva, Hugo Possolo, Lavínia Pannunzio, José Roberto Jardim, entre outros. Fez participações em novelas do SBT e TV Cultura, em séries na Disney e Fox e no longa No Olho da Rua, de Rogério Correa. Como performer, se apresentou no Festival #4MimeinMotion, na França.

Antoniela Canto é atriz, diretora, preparadora de elenco e locutora paulista. No teatro, faz parte do Grupo TAPA e é uma das fundadoras do projeto Terça em Cena, com extensa trajetória nos palcos. No cinema, foi premiada internacionalmente pelos curtas Mariane com E, Próxima e Em Quadro. Na TV, integrou o elenco das séries Marcelo Marmelo Martelo (Paramount+), O Negócio e PSI (HBO), Tremembé (CineBrasilTV), entre outras. Como diretora, além de peças e curtas, assina a direção artística dos shows de João Suplicy.

Especialistas

Marici Salomão, dramaturga e jornalista. Doutora em Artes Cênicas na Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP. Foi coordenadora do Núcleo de Dramaturgia do SESI-British Council (2008–2019), vencedor do Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação, em 2016, e desde 2009 até os dias atuais coordena o curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. Suas peças foram montadas por diretores como Celso Frateschi, Fernando Peixoto, Jorge Vermelho e Fernanda D’Umbra, entre outros. Autora de O Teatro de Marici Salomão (Coleção Aplauso, Imprensa Oficial) e Sala de Trabalho – A experiência do Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council (SESI Editora).

Malu Barsanelli é jornalista, formada pela UnB – Universidade de Brasília e especializada em artes da cena. Integrou o júri do Prêmio Shell-SP e a equipe curatorial do festival Miacena, além de ter produzido e editado conteúdo para festivais e instituições, caso do Sesc São Paulo e da MITsp – Mostra Internacional de Teatro de São Paulo. Atualmente, coordena a comunicação do escritório sul-americano da Pro Helvetia – Fundação Suíça para a Cultura.

Paula Autran é pós-doutora em história da cultura na FFLCH/USP, doutora e mestre em artes cênicas pela ECA/USP. Jornalista, dramaturga, escritora e professora de dramaturgia. Tem dez peças encenadas, entre elas O Armário Mágico, com o qual concorreu à autora revelação pelo Prêmio FEMSA. Foi integrante do Círculo de Dramaturgia do CPT, de Antunes Filho, e do workshop do Royal Court Theatre. Tem treze livros publicados, entre eles Teoria e Prática do Seminário de Dramaturgia do Teatro de Arena, pela Dobra Editorial.

Vana Medeiros é dramaturga, roteirista e diretora teatral. Escreveu, com Djin Sganzerla, o longa-metragem Mulher Oceano (2020), eleito Melhor Filme no Cine-PE, e Eclipse (2025). Assina o curta Polaris (2019), filmado na Suécia. Representou o Brasil na Women Playwrights International (Chile, 2018) e no Corredor Latino-Americano de Teatro (México, 2017). É autora de diversas peças de teatro e criadora do Serie_Lab Festival. Foi diretora de associados da Associação Brasileira de Autores Roteiristas e é atual membro do Conselho Consultivo da associação.

Curadoria e Direção

Vanessa Bruno é atriz e diretora, doutoranda em Artes Cênicas pela ECA-USP. Por 16 anos, esteve no Centro de Pesquisa Teatral – CPT, no qual ministrou aulas e atuou em Prêt-à-Porter 9 e Pedra do Reino, com direção de Antunes Filho. Propositora do VULCÃO [criação e pesquisa cênica], investiga o deslocamento da literatura de mulheres para a cena, em especial de Clarice Lispector, o que resultou em cinco espetáculos e também em seu próprio solo Águas do Mundo, indicado ao Prêmio DeusAteu, apresentado em São Paulo, Recife e na Costa Rica. Dirigiu, entre outros, As Cartas de Agnès, cine-ensaio a partir da obra de Agnès Varda no Festival CASA, em Londres, e Gesto, de Silvia Gomez, no CPT-SESC.

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