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Fábulas de La Fontaine Ilustradas por Gustave Doré

Ilustradas por Gustave Doré

O icônico álbum publicado pela Ebal nos anos 1960 está de volta restaurado e com extras incríveis!

Apenas dez dias depois de terminada a Segunda Guerra Mundial, quando os alemães assinaram sua rendição incondicional na Europa, aqui no Brasil – mais precisamente na cidade do Rio de Janeiro –, Adolfo Aizen fundava a Editora Brasil-América no dia 18 de maio de 1945, depois de liderar por onze anos o ramo das histórias em quadrinhos no país com o seu Suplemento Juvenil e diversos outros títulos, chegando a lançar uma publicação de Quadrinhos por dia!

Agora, 80 anos depois, vamos comemorar a criação da conceituada casa editorial resgatando algumas obras que se tornaram icônicas, a começar por Fábulas de La Fontaine Ilustradas por Gustave Doré.

Originalmente lançado em 1968 com pompa e luxo, esse álbum é o exemplo perfeito da qualidade e do zelo editorial que a Ebal passou a ter desde os anos 1950 com suas publicações. Além disso, o título era diferente de tudo o que já havia lançado: um clássico da literatura poética que dava grande destaque para as impressionantes ilustrações de Gustave Doré. Bem impresso para os padrões da época, em papel encorpado com capa plastificada e um tamanho chamativo de 22 x 32 cm, o título fez sucesso entre os leitores da icônica editora especializada em histórias em quadrinhos e ganhou reedições em 1978, 1983, 1986, 1991 e 1996.

Para os famosos versos de La Fontaine, a Ebal aproveitou as traduções clássicas de escritores portugueses renomados como Bocage, Curvo Semedo, Couto Guerreiro, Francisco Manuel da Silveira Malhão, Garcia Monteiro, Jaime Vítor e José Ignácio de Araújo, atualizando a ortografia, que era bem diferente da dos séculos XVIII e XIX, quando foram feitas as versões originais.

A NOVA EDIÇÃO

O álbum Fábulas de La Fontaine Ilustradas por Gustave Doré que estamos lançando com a ajuda dos apoiadores de nosso projeto no Catarse, resgata essa importante publicação da Ebal mantendo seu projeto gráfico e sua capa clássica. Mas, a nova versão terá um formato ainda maior para dar mais destaque às ilustrações de Gustave Doré, que merecem até ser emolduradas. A nova edição será impressa em belíssimo papel couchê fosco de alta gramatura no formato de 25x35cm, o que irá conferir uma beleza ímpar aos desenhos que ilustram as 14 fábulas reproduzidas no livro.

Além das 48 páginas originais, nossa edição virá repleta de extras que comporão mais 16 páginas com informações específicas sobre a arte deslumbrante de Gustave Doré, os literatos responsáveis pelas traduções clássicas e informações mais detalhadas sobre La Fontaine, com textos de Toni Rodrigues e Marcos Massolini, autores que nossos leitores já conhecem de projetos anteriores.

A campanha no Catarse começa no dia 6 de maio e se extenderá até o dia 12 de junho e poderá ser acessada pelo link www.catarse.me/lafontaine

O ILUSTRADOR

Gustave Doré nasceu em Estrasburgo em 1832. Aos onze anos publicou suas primeiras litografias e, aos quinze, já era empregado do Journal Pour Rire, onde fazia as ilustrações; por essa época já expunha desenhos a pena em salões de arte. Foi um dos precursores das histórias em quadrinhos e tornou-se um grande artista, caricaturista e ilustrador de livros, consagrando-se em 1854, quando foi publicado Gargántua e Pantagruel, de Rabelais, com gravuras suas. Ele ilustrou obras canônicas como Dom Quixote de la Mancha, de Cervantes, e O Inferno de Dante, que são consideradas suas obras-primas; O Purgatório e O Paraíso, completando A Divina Comédia, de Dante; a Bíblia; Contos, de Perrault; Orlando Furioso, de Ariosto; entre outras obras.

Anos antes de sua morte, Gustave Doré já produzira cerca de cinquenta mil ilustrações, sendo que, no fim de sua vida, também praticou a escultura. Morreu em Paris, em 1883.

O POETA

Jean de La Fontaine nasceu a 13 de julho de 1621, em Château-Thierry, na região francesa de Champanha. Era filho de um inspetor de águas e florestas que lhe deixou o rendoso emprego. Tendo lido livros religiosos que lhe haviam sido emprestados por um tio seu, cônego em Soissons, La Fontaine decidiu entrar para um convento com apenas 19 anos, mas logo percebeu seu erro e apenas um ano depois renunciou à vida eclesiástica. Formou-se em Direito e sua vida passou a ser fácil e insaciável. Aos vinte e seis anos, seu pai o casou com Marie Héricart. Onze anos depois, o casal separou seus bens, sem, contudo, ter havido uma separação definitiva e total. La Fontaine foi viver em Paris, e começou a escrever elegias, madrigais, epístolas e poesias diversas; nenhuma delas, porém, conseguiu atingir a grandeza dos Contos e das Fábulas, escritos mais tarde. As primeiras coleções dos Contos surgiram entre 1665 e 1667. As Fábulas, que lhe valeram sua reputação até hoje, começaram a ser publicadas em 1668. La Fontaine morreu em Paris, a 13 de abril de 1695.

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https://ucha-editorial.lojaintegrada.com.br/fabulas-de-la-fontaine-ilustradas-por-gustave-dore

 

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