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Todas

SEM SENTIDO

Era montanha Era russa Não era, é Revolução Uma doida varrida Na multidão tão Careta e carente E despertou Em tempo De tocar A alma Cantou Compôs Inovou O berço E nasceu Em dó maior Lançou-se Ao destino De passos curtos E pesados Que nem o vento Leva Fez dos …

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Escudos

Sem nomesem tréguasem romancesem luzsem amorsem dorsem nadasem tudosem poucosem águasem rostosem estrelassem luasem solsó nuvenssó rosto estranhossó amor de tropeçossem zelosem cuidadoao avessosentre cortesentre fortesentre murosespadasescudosLogo após a muralha,o coração

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A fenda

Recolhi velhos poemasResgatei camisetas velhasVesti uma togaSegurei um canudoNele dizia “emoção” E num velho túnel sem luzIncendiei o meu orgulhoAssim via o caminhoSem lentes ou outraspercepções de isqueirosde terceiros. Numa curva derrubei meu lençodeixei para trásdoeu como quem se despendedo velho berçoE numa criançasua bonecao retrato do avessoa velha à …

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A Espiritualidade Essencial por TADANY CARGNIN DOS SANTOS

Quando o ser humano atinge um desenvolvido nível de conhecimento esotérico, ou místico espiritual, uma luz de consciência avassala sua essência ao demonstrá-lo que todo o saber mundano é perecível e fugaz. Então, como resultado ele, muitas vezes até inconscientemente, começa uma viagem para dentro de si em busca do …

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Manter a canção

E Num súbito olharEngolia o mundoDesafinava o tomAndava Com a mão no peitoEsquerda a de sempreSem realengos Se perderam os outros Que tentaram fazer “direito”E na curva sempre igualDesviaram percussos Não mantiveram a mão do lado esquerdoExceto no espelho Igual a tantos que perderam o sonho,Roubando a si mesmoNão são …

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Areias..

E tu que te jogaste pela janela com Frank SinatraE tu que venceu o ego e mordeu o cão da raivaE tu que manteve a calma E tu que ensaiaste E tu que caiu de paraquedas E tu que abriu asasE tu que saiu do jogoE tu que levou o …

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Poema do amanhã

O poema do amanhã Nasceu no ontem Na palavra que tomou cachaça No suco que não prestou No vomito à cabeceira Nas horas não vistas Nos olhares que se cruzaram pouco, Na mão machucada, No corpo, na alça, nos pés ao ar Na tentativa de ir e não ir… No …

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Selar a paz

Selar a paz ou a loucura? Assinar no corpo e na almaUm atestado de mente insanaDaquelas que amam demaisAlém vidasDo abraço ShivaDos mil braçosPoucos entenderiamSe sacrificariamOutros tantosCom mentes tão insanas quantoJá é naturezaMeus pés um rioNadam Ao céuTerra e ArCata-ventosMar AmarInsano

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Fuga

E o silêncioEnsurdecedorE a palavra não ditaE a mágoa passadaE a solidão optadaE a ventaniaO sopro, o choro,A barcaE o muroDivide águas O rostoSem gostoSufocoOcoFugaCarneOssoE mágoasÁguasEngarrafadasSem tampasPara luzTocar E o fogoApagarA idade a pesarA dúvida aquietarO pano a soltarHá pazHá guerrearEquilibrarO medoE o desgostoDe andar

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