por Boca Migotto. Um enterro é o ponto de partida para essa história que inicia nos anos 1930. Quase um lugar-comum na literatura. São inúmeras as narrativas que iniciam com a morte da personagem principal para, depois, retornar ao seu nascimento e acompanhar toda sua trajetória. A escolha por essa …
BOCA MIGOTTO
outubro, 2025
março, 2025
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13 março
MAR ABERTO | DORA*
por Boca Migotto. Depois daquela tarde de circo as coisas passaram a ficar mais leves na família de Dora. Não que o pai se convertera num abstêmio convicto ou a mãe voltara a sorrir e esquecera a dor pela perda do filho e da irmã. Ou, ainda, que a vida …
dezembro, 2024
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15 dezembro
MAR ABERTO | Final de ano, Trump e tudo de novo
por Boca Migotto. Mais um ano que se encaminha para o seu final. E que ano. Cheio de altos e baixos. Mais baixos que altos. E convenhamos, os baixos foram bem abaixo de tudo o que já se imaginava baixo. Alguns podem argumentar que é preciso olhar para o copo …
novembro, 2024
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28 novembro
MAR ABERTO | Um longo modernismo
por Boca Migotto. O debate em torno dos conceitos que envolvem o “novo”, como algo moderno, atual e contemporâneo, em oposição ao “antigo”, como algo a ser superado por representar o passado e, portanto, aquilo que já é velho e deve ser superado, é, também ele, antigo no Brasil. É preciso …
outubro, 2024
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25 outubro
MAR ABERTO | Eu estava errado
por Boca Migotto. Sim, eu estava errado. Há dois anos, quando da vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2022, escrevi, aqui nesse espaço, muitas coisas que, hoje, ao olhar para trás, percebo o quanto estava errado. Naquele momento, apesar da Câmara dos Deputados que o Brasil elegeu, com amplo número …
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4 outubro
MAR ABERTO | A barraca de verão
por Boca Migotto. Todo verão era a mesma coisa. Uma barraca era montada no pátio da casa mais rica do bairro e as crianças mudavam-se para lá. A idade variava. As crianças mais velhas beiravam a adolescência. Doze, treze anos. As mais novas estavam com sete, oito anos. Alguns eram …
setembro, 2024
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6 setembro
MAR ABERTO | Somos todos filhos de alguém
por Boca Migotto. O ator João Vicente de Castro, filho do jornalista Tarso de Castro, morto em 1991, revelou em entrevista que levava uma vida de “carioca classe média alta”. Pegava onda, passava o dia na praia, não trabalhava, curtias as festas à noite. Um dia, o publicitário Washington Olivetto, …
agosto, 2024
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23 agosto
MAR ABERTO | Papai Noel não existe
por Boca Migotto João Pedro nunca esquecera o dia quando descobriu que Papai Noel não existia. Bom, descobrir não é bem a palavra, afinal, ele não estava em busca de nenhuma resposta. Foi maldade mesmo. Como quase tudo na sua infância, quando esta envolvia seus amigos. Assim eram chamados, amigos. …
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6 agosto
MAR ABERTO | A BELLE ÉPOQUE ARGENTINA
por Boca Migotto No senso comum costuma-se dizer que a história é cíclica. Tal afirmação pressupõe que algo que tenha, já, ocorrido no passado, virá a ocorrer novamente no futuro. Não necessariamente da mesma forma, afinal, nunca se atravessa o mesmo rio duas vezes. No entanto, sim, é possível que …
julho, 2024
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9 julho
MAR ABERTO | Flores
por Boca Migotto Todo dia a mesma coisa. Os pés pesados sobre o assoalho de madeira desgastada antecipava o inevitável. Abria a porta sempre no mesmo ritmo, quase arrombando-a, e chamava o filho uma única vez. Vamo, tá na hora! Nem esperava resposta, muito menos esperava para ver se ele …
Rede Sina Comunicação fora do padrão
BOCA MIGOTTO – I., de Ivanir, Boca Migotto é cineasta, pesquisador, fotógrafo e escritor. Publicitário formado pela Unisinos, cedo se deu conta que estava na área certa – a Comunicação – mas no curso errado. Formado, então, largou tudo e foi para Londres. Nos dois anos que permaneceu na Inglaterra fez de tudo: lavou prato, fez café, foi garçom e auxiliar de cozinha, estudou inglês e cursou cinema na Saint Martins College of Arts and Design. Ao regressar para o Brasil, fez Especialização em Cinema e Mestrado em Comunicação, ambos pela Unisinos. Nesta mesma instituição, foi professor de Documentário no Curso de Realização Audiovisual, onde permaneceu por dez anos, atuando também em disciplinas dos cursos de Jornalismo, Comunicação Digital e Publicidade. Como professor de Documentário ajudou seus alunos a ganharem prêmios importantes como Kikito de Melhor Curta-metragem, no Festival de Gramado, e Melhor Curta-metragem pelo Voto Popular, no Festival de Tiradentes. Hoje não é mais professor, mas acabou de finalizar seu Doutorado em Comunicação pela FABICO/UFRGS, com extensão na Sorbonne/Paris 3. Foi quando morou em Paris, aliás, que decidiu lançar seu primeiro livro de ficção; Na antessala do fim do mundo.Como cineasta – diretor e roteirista – realizou mais de vinte curtas-metragens e séries de TV, além dos longas-metragens; Filme sobre um Bom Fim, Pra ficar na história, O sal e o açúcar e Já vimos esse filme. No momento prepara uma adaptação “menos acadêmica” da sua tese de Doutorado; Um tal cinema gaúcho de Porto Alegre ou como essa cidade mata seus artistas, livro que pretende publicar paralelamente ao seu quinto longa-metragem, o documentário homônimo, que realizou junto à pesquisa de Doutorado. Com essas duas últimas obras, Boca pretende fechar mais um ciclo de vida e de produções. A partir daí, o destino apontará novos caminhos e, quem sabe, o convide para escrever uma coluna quinzenal para a Rede Sina seja um indício de para onde seguir.