O Prêmio Rede Sina de Cinema para Melhor Curta de Tema Social 2025 foi entregue na noite de sábado, 1º de novembro, durante o 17º Festival Santa Maria Vídeo e Cinema (SMVC), na CESMA, em Santa Maria (RS). O vencedor desta edição foi o curta “Chache Lavi”, dirigido por Clementino Júnior, que conquistou o júri pela força poética e política de sua narrativa. Em crioulo haitiano, “Chache Lavi” significa “buscar a vida” — e é exatamente isso que o filme retrata: a jornada de haitianos que migraram para o Brasil após o terremoto de 2010, revelando com sensibilidade e escuta as complexas camadas do pertencimento, da fé e da esperança. A obra foi reconhecida por sua estética delicada, seu impacto humano e por dar protagonismo a vozes historicamente silenciadas no cinema brasileiro.
Como vencedor, o filme recebeu duas premiações: uma bolsa de estudos do B_ARCO – Centro de Cultura Contemporânea de São Paulo, com direito a curso online (gravado ou ao vivo) de até 12 horas, e uma assessoria de imprensa exclusiva da Rede Sina, voltada à divulgação de um evento relacionado à obra, como mostra, estreia ou participação em festival.

O segundo lugar ficou com o curta “À Borda da Vida”, de Camila Bauer, pela sua abordagem intimista sobre o envelhecimento, o cuidado e o amor. O filme transforma o cotidiano em poesia ao acompanhar a relação entre mãe e filha, revelando a ternura e a dignidade presentes nos gestos mais simples. A sensibilidade da direção e o refinamento estético da obra renderam à diretora a assessoria de imprensa da Rede Sina, voltada à divulgação de um evento futuro do curta.
A curadoria, assinada por Carla Puget Perozzo e Gabriela Liuzzi Dalmasso, realizadoras do ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual (RJ), selecionou seis filmes entre os 25 inscritos no SMVC 2025. Além dos premiados, concorreram “A Última Valsa”, de Fábio Rogério e Jean-Claude Bernardet; “Céu Invisível”, de Robson Santos Rosa, Max Frutuoso, Jamille Marin e Júlia Urach; “Correnteza”, de Diego Müller e Pablo Müller; e “Sublime Chão”, de Gabriel Borges Rollo.
O júri foi formado por profissionais de três estados brasileiros: o cineasta Marton Olympio (RJ), indicado ao Emmy Internacional 2024 pela série “Anderson Spider Silva” (Paramount); a atriz e educadora Elianne Carpes (SC); as produtoras Paola Mallmann e Kiwi Bertola, da Fundação Cinema RS (Fundacine); a educadora e pós-doutora Maria Rita Py Dutra (RS); as docentes Flávia Vasconcelos e Belkis Bandeira, da SEDUFSM; e os estudantes Luiz Eduardo Boneti e Leon Gonçalves de Jesus, do DCE/UFSM.
Criado em 2018 pela Rede Sina Comunicação Fora do Padrão, o prêmio é simbólico, com o objetivo de valorizar filmes de relevância social e ampliar o alcance de obras que unem arte e transformação. Ao longo de suas 12 edições, o Prêmio Rede Sina reafirma o compromisso com um cinema diverso, independente e humano, que escuta o Brasil e transforma realidades por meio da arte.
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