Skip to content
-
  • Home
  • * PORTAL
  • EM PAUTA com Mel Inquieta (live)
  • https://www.facebook.com/
  • https://twitter.com/
  • https://t.me/
  • https://www.instagram.com/
  • https://youtube.com/
REDE SINA REDE SINA

COMUNICAÇÃO,, CULTURA E PRODUÇÃO

REDE SINA REDE SINA

COMUNICAÇÃO,, CULTURA E PRODUÇÃO

  • SOBRE
  • PORTAL
  • PRODUTORA
  • CONTATO
  • Assine

CATEGORIAS

  • SOBRE
  • PORTAL
  • PRODUTORA
  • CONTATO
  • Assine
CURTA DESPERTOS
Close

Search

REDE SINA REDE SINA

COMUNICAÇÃO,, CULTURA E PRODUÇÃO

REDE SINA REDE SINA

COMUNICAÇÃO,, CULTURA E PRODUÇÃO

  • SOBRE
  • PORTAL
  • PRODUTORA
  • CONTATO
  • Assine
  • SOBRE
  • PORTAL
  • PRODUTORA
  • CONTATO
  • Assine
  • https://www.facebook.com/
  • https://twitter.com/
  • https://t.me/
  • https://www.instagram.com/
  • https://youtube.com/
* PORTAL* SINA AUTORALVITOR BIASOLI

“Destransição, baby” por VITOR BIASOLI

By SINA
20 de novembro de 2023 3 Min Read
0

Destransição, baby é um romance com personagens LGBT, ambientado em Nova Iorque, na década de 2010. Conforme a autora, Torrey Peters, trata-se de “uma história sobre cultura trans feminina no novo milênio”. No centro da narrativa, um casal de mulheres trans (as duas com pênis – “neca”, na gíria do grupo), que um dia viveram juntas, numa relação lésbica.

Quando inicia a história, porém, as duas (Ames e Reese) estão separadas, pois Ames destransicionou, voltou a ser homem, e a se relacionar com mulheres cis heterossexuais. Como Ames tomou muito estrogênio, ele se considera estéril e se surpreende quando recebe a notícia de que engravidou a amante (Katrina, a chefe do escritório onde trabalha). Inseguro quanto a assumir a paternidade (e também a masculinidade), Ames procura Reese, a antiga companheira (que gostaria muito de ter um filho quando viviam juntas) e propõe a ela a divisão da maternidade com Katrina. Isto é, propõe a construção de uma família trans.

Um livro de temática ousada. Do meu ponto de vista, o desbravamento de uma nova realidade: a de novas formas de maternidade/paternidade e de organização familiar. Uma narrativa que se passa durante o tempo de gestação do filho de Katrina e Ames. Um período em que o casal e a antiga parceira de Ames conversam exaustivamente a respeito da possibilidade de formarem uma nova constituição de família (duas mães e um pai, os três com identidades femininas). Até a possibilidade de aborto é aventada (mas sem nenhuma discussão moral/filosófica a respeito). Durante esse período de gestação, a trajetória de Ames e Reese é reconstituída – inclusive o momento (uma briga de ciúmes entre o casal trans, o ponto alto da narrativa) em que Ames decide destransicionar, romper com Reese e voltar a ser “homem”. (Coloco “homem” entre aspas porque o personagem não assume completamente a identidade masculina e ainda se mantém vinculado ao gênero feminino.)

Leitura complexa para quem desconhece a cultura trans, mas que tanto o narrador quanto os personagens ajudam a mapear e esclarecer. Arrisco dizer que o leitor não fica na mão. No entanto, diversas vezes recorri ao Google para entender a situação biológica dos personagens (até vídeos assisti) e também compreender o tipo de medicação que eles utilizam, como o Proppers (para aumentar a potência sexual e permitir relação anal sem dor), os bloqueadores de testosterona e as doses de estrogênio para a formatação de um corpo feminino.

Ao final, os três personagens se perguntam o que significa ser mulher. Uma pergunta que também o leitor se faz, sem chegar a resposta alguma. Mais lenha na fogueira das diversas possibilidades de ser, existir e organizar a vida humana.

Vitor Biasoli
nasceu em Pelotas (1955) e vive em Santa Maria desde 1991. Formou-se em História (UFRGS, 1977), fez mestrado em Letras (PUCRS, 1993) e doutorado em História Social (USP, 2005). Lecionou em escolas do Ensino Fundamental e Médio (1978-1991) até ingressar na Universidade Federal de Santa Maria. Atualmente está aposentado. Publicou livros acadêmicos e literários, entre eles: Jorge encontra Lilian (novela juvenil, 1998), Calibre 22 (poemas, 1999), Uísque sem gelo (contos, 2007), Santa Maria: ontem & hoje (crônicas, 2010), O fundo escuro da hora (contos, 2018), Paisagem marinha (poemas, 2021) e Itália, trilhos e café: histórias da família Biasoli (crônicas, 2022). Pertence ao grupo de escritores da “Turma do Café” e é colunista da Rede Sina.
Please follow and like us:
error
fb-share-icon
Tweet
fb-share-icon

Tags:

vitor biasoli
Author

SINA

Cultura, opinião e luta! Rede Sina - Comunicação Fora do Padrão

Follow Me
Other Articles
Previous

MAR ABERTO | O inferno de Homero como reflexão do hoje

Next

4 POEMAS DE ORLANDO FONSECA

No Comment! Be the first one.

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.

CATEGORIAS

Comentários

  1. Idalina em  As Ruínas do Bosque Vermelho | um conto de Carolina de Sá Schirmer
  2. Renata De Andrade em  As Ruínas do Bosque Vermelho | um conto de Carolina de Sá Schirmer
  3. Manifestos pela preservação de espaço público destinado à cultura na Gare - Rede Sina em Manifesto do Coletivo Memória Ativa EM DEFESA DE PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO – GARE DA VIAÇÃO FÉRREA
  4. Maria Paulillo em BOCHA, O MAIOR CHIBEIRO DO RIO URUGUAI. por ROGER BAIGORRA MACHADO
  5. Ronaldo Miguel dos Santos Júnior em Da “remada viking” ao “créu”: a torcida e a cultura do estupro no Brasil | por Mel Inquieta

categorias

Copyright 2026 — REDE SINA. All rights reserved Rede Sina Blogsy WordPress Theme