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ACONTECEAS MULHERES QUE DIZEM NÃO

#AJUDE a realizar documentário “Corpos Invisíveis” sobre mulheres negras

By SINA
16 de outubro de 2018 3 Min Read
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Projeto propõe a discussão da invisibilidade da mulher negra na sociedade e na história

A realidade da mulher negra é atravessada pelo racismo e machismo diários. Em seu cotidiano, lida com discriminações, apagamentos, violações de direitos e violências dos mais diversos tipos: é a principal vítima de violência contra a mulher e essa violência cresceu 24% em 10 anos; é a principal vítima de violência obstétrica e de morte no parto por negligência; é quem tem menos acesso à escolarização e quem ganha os menores salários; é uma das principais vítimas de violações de direitos e vulnerabilidade social e econômica.

Trazer à tona essa realidade, frequentemente ignorada, invisibilizada e apagada, é a proposta do documentário “Corpos Invisíveis”, da diretora e roteirista Quézia Lopes.

“Nossa proposta é discutir o quanto a invisibilidade desses corpos na sociedade, nos espaços públicos, contribui para essas situações de violência e violação. Nesse contexto, nosso projeto tem também uma perspectiva social, trata-se de trazer essas questões para o centro do debate a fim de contribuir com o combate a essas violências, interdições e invisibilidades”, explica a jovem realizadora audiovisual.

O filme Corpos Invisíveis se propõe a discutir o racismo (herança do passado escravagista brasileiro) como estruturante da invisibilização e inviabilização dos corpos negros femininos – somando-se a isso o machismo e a misoginia, que também são estruturantes das relações sociais da sociedade brasileira.

Desse modo, no filme, ao discutir a invisibilidade social dos corpos negros femininos, o corpo da mulher negra é tomado como espaço de resistência, de enfrentamento e afrontamento, na medida em que ele resiste em existir, mesmo hostilizado, discriminado, vilipendiado, invisibilizado. 

O projeto foi contemplado pela chamada do canal Negras Potências, idealizado pela plataforma coletiva Benfeitoria e Fundo Baobá, para o enfrentamento da violência, racismo e machismo que atingem meninas e mulheres negras. Desse modo, neste momento, a equipe do filme está realizando uma campanha de financiamento coletivo na plataforma da Benfeitoria para viabilizar economicamente a produção do filme.

A campanha de financiamento coletivo do filme é “tudo ou nada”, o que significa que, se a meta inicial da campanha não for inteiramente arrecadada, todas as contribuições já realizadas até então serão devolvidas aos benfeitores e benfeitoras que apoiaram o projeto, inviabilizando sua realização. O ponto forte da campanha é que se trata de financiamento coletivo pormatchfunding, ou seja, a cada R$ 1,00 (um real) que a campanha recebe de colaboração de benfeitores e benfeitoras, o Movimento Coletivo, coloca mais R$ 2,00 (dois reais), triplicando a arrecadação e ampliando o alcance do projeto.

“A relevância em discutir a temática e realizar este projeto está no fato de que mulheres negras jovens, de 15 a 29 anos, têm o dobro de chance de serem mortas, em comparação com mulheres brancas em todo país [Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência 2017]. Essas estatísticas demonstram que a violência contra a mulher negra está associada ao racismo, à misoginia e à invisibilidade social dessas mulheres. Toda essa violência é cotidianamente naturalizada e exatamente por isso precisa ser denunciada, discutida e enfrentada”.

Para conhecer mais sobre o projeto e colaborar com sua realização, acesse a página da campanha na plataforma Benfeitoria: https://benfeitoria.com/corposinvisiveis

 

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