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Ideia interrompida por Salomão Sousa

Muitas vezes fui uma ideia que

Quando minha ideia opina
outra ideia não decidirá por mim
mas decidirá por si
A minha ideia me deixa livre
para desocupar uIdeia interrompida

Muitas vezes fui uma ideia que
Quando minha ideia opina
outra ideia não decidirá por mim
mas decidirá por si
A minha ideia me deixa livre
para desocupar uma cela
Me leva livre pelo caminho de Bonfim
Quando minha ideia não contamina
um talo vai se erguer com a flor
a se interromper sobre o capim
Se sou vencido no que penso
minha ideia vai se romper
humo seco sob os trevos
Não me agrada a ideia de uma laranja
com o incompreensível gomo
que se deixou corromper por fungos
Se não se elimina o fungo
será contaminada a próxima laranja
Outras vezes fui a ideia que poderia ser se

 

SALOMÃO SOUSA
Natural da zona rural de Silvânia (G), cidade em que completou seus estudos primário e ginasial. Chegou a Brasília em 1971, onde graduou em Jornalismo pelo UNICEUB. É funcionário público do Ministério da Fazenda. Exerceu as funções de assessor parlamentar nos extintos Ministérios do Trabalho e do Bem-Estar Social. Participou como convidado, em 2014, do VI Festival las Lenguas de América/Carlos Montemayor, do Centro Cultural Universitário, da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), e, ainda, do IX Encuentro Internacional e XIV Nacional de poetas ”José Alberto López Coronado”, em 2016, em Chota, no Peru. Bibliografia: A moenda dos dias, 1979, DF; A moenda dos dias/O susto de viver, Ed. Civilização Brasileira 1980; Falo, 1986, DF; Criação de lodo, 1993, DF; Caderno de desapontamentos, 1994, DF; Estoque de relâmpagos, Prêmio Bolsa Brasília de Produção Literária, 2002, DF; Ruínas ao sol, Prêmio Goyaz de Poesia, Ed. 7Letras, 2006; Safra quebrada, FAC, 2007. Publicou em 2008, com recursos do FAC/DF, o livro Momento Crítico, de textos críticos, crônicas e aforismos; Vagem de vidro, poesia, Brasília: Thesaurus Editora, 2013; Descolagem, antologia de poesia, Goiânia: Kelps, 2016, e Despegues y ressonancias, plaquete de poesia, Peru, Lima: Maribelina, Casa do Poeta Peruano, organização e apresentação de José Guillermo Vargas; Desmanche I e Poética e Andorinhas (textos críticos), em 2018; Desmanche I e Poética e Andorinhas, 2018, Brasília-DF. A UBE (GO) concedeu-lhe em 2011 o Troféu Tiokô. Membro da Academia de Letras, Artes e História de Silvânia e da Associação Nacional de Escritores (DF), da qual integra a diretoria.

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